Antonio Justel Rodriguez
O DESPERTAR DE ÁFRICA
…o universo flui e segue em frente com a sua imensa carga de relógios vivos, de corações, de pés e mãos vivos;
é um pacto de constelações e céus púrpura seguindo este ritmo incandescente
com que a música, os trópicos e a dança são verdadeiros em África,
sob este imenso som de canções e tambores do século XXI;
…porque, sentindo e pensando em si própria, a África intui e cura-se,
pois a malária já não é lei, nem a cólera, nem o ébola, nem a SIDA—
precisamente quando uma doce luz crepuscular derrama a sua ternura sobre a floresta potencial das suas planícies;
…é após este ato que a África se inflama e cria, se ergue e brilha,
pois, oh, os seus broches dourados, e oh, oh, o seu gibão com a luz do diamante;
E estes vedes, estas são as vossas nações, e eles são os vossos campeões, príncipes da vossa república, a única,
herdeiros da dor e pássaros de fogo fazendo inventário do sol, dos seus mil deuses, das rotações planetárias e da areia;
…são 6 horas no mundo e é de noite;
sobre o esplendor da alma, a África é o olho dourado de uma pantera, carmesim e aberto,
ébano a arder num véu,
uma flor,
Deus ao amanhecer;
…é a sua dádiva e é a sua hora.
*** António Justel/Orion de Panthoseas
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Veröffentlicht auf e-Stories.org am 18.11.2025.