Joel Fortunato Reyes Pérez

Sob a pele de tempo.

Sob a pele de tempo.
 

Algumas pessoas têm o desejo de mudar suas vidas, mas não sabem por onde começar. Outros começam mas não terminam. Outros "tentam", mas logo saem do caminho certo e caem em seus modelos antigos de autodestruição. É da natureza humana! A busca por um sentido, move o ser humano em qualquer que seja a situação que ele se encontra.

Mas, afinal de contas, o que é ser feliz? Ser feliz é um desejo presente na natureza humana que leva o ser humano a querer conhecer, descobrir, encontrar e se realizar.Isso deve ser feito sem o abandono da razão, antes pelo contrário, pois seu verdadeiro uso é justamente o de ser a arma do ser humano contra o desconhecido.

O enraizamento do homem está hoje ameaçado no seu mais íntimo e não só devido apenas às circunstâncias exteriores ou ao modo de vida superficial do homem, mas sim as espírito da época em que o osso nascimento nos fixou.Neste processo ao qual estamos inseridos em sociedade, somos influenciados em nosso pensamento, em nossas atitudes e todos esses acontecimentos nos fazem conhecer de fato quem somos, quem o outro é e nos permite ir conhecendo, aos poucos, o mundo em que vivemos.

Todo mundo tem uma vibração única, e muda o tempo todo. Sua vibração é a energia que você envia para o universo como resultado do que você pensa, como você age, a maneira como você se sente e o que você acredita. Todavia, se observarmos todas as coisas que automaticamente fazemos com nosso cérebro, como olhar, falar, gostar de alguém, devolver um favor, ter medo de doenças, apaixonar-se, iniciar um ataque, deslocar-se na paisagem, e uma gama de outras coisas, percebemos que estas ações só são possíveis porque há um vasto e heterogêneo sistema computacional, ajudando e regulando estas atividades. Este sistema trabalha tão bem que nem percebemos que existe.

Essas relações em que ora nos realizamos, ora nos decepcionamos, vão construindo o que de fatos somos, o que de fato está presente em nós. A partir daí, nosso pensar e agir se baseiam em situações vivenciadas que nos permitem ter a idéia do que realmente acreditamos ser, algo que nos faça bem ou mal. Trata-se do modo do ser-o-aí operar a própria existência reconhecendo-se finito a cada instante, existente a cada instante e fundado em bases existenciais (só assim é possível falar de um imperativo ético neste sentido); afirmando-se, igualmente, a cada instante em que se é-o-aí.

É um erro crítico você se apaixonar por suas ideias. Renda-se ao fato de que nem toda ideia é uma boa ideia. Porém, a razão especulativa não é absoluta, antes se funda na lógica formal, a qual se mostra inadequada para descrever o mundo, em sua totalidade, do mesmo modo que a geometria euclidiana, que se apóia nela. Porém, o mundo em sua totalidade parece se adequar a algumas geometrias não euclidianas. Se pudermos conceber uma outra lógica, inerente a tais geometrias, que se adeqüe ao mundo como observado em sua totalidade, presumivelmente poderemos basear nela uma outra racionalidade.

Literalmente, nós, com nossos pensamentos e ações, movemos o rumo dos acontecimentos no planeta. E unitariamente movemos, pelos pensamentos, a nossa vida. Infelizmente fazemos isso de forma geralmente errônea, criminosamente inconsciente, e o resultado é isso que continuamente assistimos no mundo: guerras, crises, sangue e massacres. E em nossas vidas pessoais o desequilíbrio gerado pelo desequilíbrio aqui fora, e acabamos realimentando o giro de uma roda-vida viciosa.

De modo que temos de deixar para trás nossa velha forma de viver, uma forma imatura, que fica a esperar que as coisas se resolvam, e sair para uma ação de descobrimento do que nos está oculto. Por exemplo, se não sabemos quem somos, temos de tentar descobrir. Assim, o “sujeito” do Iluminismo, visto como tendo uma identidade fixa e descentrada foi “morto” de forma peremptória. Desse modo, surge uma nova concepção de sujeito, resultando em identidades contraditórias, inacabadas e fragmentadas.

A consciência é apenas a ponta do iceberg; a maior parte do que ocorre no cérebro permanece desconhecido. Como resultado, nossa experiência consciente pode nos iludir e fazer-nos pensar que a estrutura da mente é mais simples do que parece. A maior parte dos problemas que experimentamos como fáceis de resolver são difíceis – requerem um circuito neural bastante complexo. A complexidade do funcionamento da mente humana é muito grande. Podemos apresentar grandes generalizações, que todavia não explicam como a estrutura efetivamente funciona.

Temos de agregar tudo, nos pondo em concórdia com tudo. Pois, falando metaforicamente, existe um mecanismo que somente deixará a possibilidade mágica ressurgir quando conseguirmos novamente juntar tudo, como era antes que esta espada, a razão, esfacelasse o mundo numa imensidão de partes. Pois todas as diferenças e mesmo as desigualdades se originam em última instância dos efeitos da arma do ser humano por excelência, a razão, aplicada de forma cega.

Isto será possível mediante a meditação que ocorre na abertura, no desvelar do real, naquilo que está sempre se abrindo como uma possibilidade de se compreender o real como ele é. Deste modo, não há fim da filosofia, mas tão somente uma mudança de foco. O real não deve ser compreendido apenas através do pensamento técnico-científico, mas também através da busca pela essência do seu fundamento.

Então, temos de deixar de temer pela nossa imagem e ousar deixar aflorar o que reside em nosso peito, nossos anseios, mesmo que eles pareçam impossíveis ou risíveis à luz da razão.  Este é o Ser Necessário que existe por sua própria natureza e não pode nunca deixar de existir. As criaturas nascem, crescem e morrem, são possíveis, não necessárias, ou seja, existem, mas não necessariamente. Se em algum tempo não tivesse havido nada de existente, teria sido impossível para qualquer coisa começar a existir, e, deste modo, também neste caso nada existiria o que seria um absurdo. Existe, portanto, um Ser Necessário que é Deus.

O grande perigo que nos ameaça é, de facto, a total falta de pensamentos, a robotização do homem. Somos seres finitos, mas ao mesmo tempo, abertos ao que nos transcende. É esta a condição finita do homem. É necessário que o homem não rejeite aquilo que possui de mais próprio- o facto de ser um ser pensante. Trata-se, então, de salvar essa essência do homem. Trata-se de manter acordado o pensamento.

Se você não ama o que faz, então não deve fazê-lo. Quanto mais habilidades você houver desenvolvido, tanto maior a probabilidade de competir com sucesso neste mundo tão competitivo. Permaneça relaxado em situações de estresse, encontre soluções inesperadas para situações difíceis, implicam que a realidade objetiva não existe, que, a despeito da aparente solidez, o Universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente. Viver é relacionar-se e para se chegar à vida feliz é preciso permitir que a vida seja lapidada pelos acontecimentos, não se prendendo a eles, mas permitindo que nos ajudem no processo de revelação e compreensão do mundo. A vida vai se tornando bela, quando somos capazes de ver além, ver a essencialidade das coisas e não nos prendermos às superficialidades.

Leva o ser racional ao encontro dos valores perenes, sem os quais é impossível a verdadeira felicidade. Trata-se de libertar o homem da escravidão do materialismo com todas as suas terríveis conseqüências.

 

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Veröffentlicht auf e-Stories.org am 21.06.2017.

 

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