Flavio Cruz

Eu e as estações

O inverno, manso, chegou
como se esperava.
Depois, cruel, congelou
meu corpo torturado,
inquieto e cansado
com o insensato frio.
Suspiro, espero a fio,
pela doce primavera
e suas suaves cores.
E ela chegou deveras,
com tudo que prometeu.
Sonhei um sonho gostoso
que não queria que acabasse,
mas de repente desperto,
desse sonho primaveril:
o sol em chamas, bem perto,
com fúria me queimava,
até eu me acostumar.
Ia ser eterno, pensava,
aquela chama infernal,
mas lento, com maciez,
chegou o outono deleitável,
com seu tom fulvo e marrom,  
a fertilizar a terra e
pintar o céu com seu dom.
Pensei que fosse o final
de todo ciclo da vida,
dessa vida tão banal.
Que fim melhor podia haver
que a estação das flores?
O inverno forte, porém,
de novo, com força, gelo
e inclemência mortal
sobre minha vida lançou.
Finalmente eu entendi:
Era a vida, em ciclos,
com graça a se renovar.
Pensei então, ansioso,
no caso de um dia terminar,
esse louco carrossel,
que fosse na melhor estação:
Na doce primavera,
onde, sem muito pensar,
minha fraca alma pudesse
para todo o sempre,
sonhar, sonhar, sonhar...

 

Alle Rechte an diesem Beitrag liegen beim Autoren. Der Beitrag wurde auf e-Stories.org vom Autor eingeschickt Flavio Cruz.
Veröffentlicht auf e-Stories.org am 29.06.2016.

 

Leserkommentare (0)


Deine Meinung:

Deine Meinung ist uns und den Autoren wichtig! Diese sollte jedoch sachlich sein und nicht die Autoren persönlich beleidigen. Wir behalten uns das Recht vor diese Einträge zu löschen! Dein Kommentar erscheint öffentlich auf der Homepage - Für private Kommentare sende eine Mail an den Autoren!

Navigation

Vorheriger Titel Nächster Titel


Beschwerde an die Redaktion

Autor: Änderungen kannst Du im Mitgliedsbereich vornehmen!

Mehr aus der Kategorie"Life" (Gedichte)

Weitere Beiträge von Flavio Cruz

Hat Dir dieser Beitrag gefallen?
Dann schau Dir doch mal diese Vorschläge an:

Labirinto - Flavio Cruz (Philosophical)
Candle of Time - Inge Hornisch (Life)
Apocalypse now - Heino Suess (Sorrow)